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A4F sobre tendências nos Bioplásticos

O excesso de resíduos plásticos, regulações, políticas e iniciativas europeias, e a possibilidade de utilização de recursos marinhos para a produção de bioplásticos. Um interessante artigo escrito por Manuel Gil Antunes, Membro do Conselho da Administração da A4F, publicado na primeira edição da revista Blue Innovation Review.

Green & Blue-economy: BIOPLASTIC TRENDS

By Manuel Gil Antunes

O excesso de resíduos plásticos nos Oceanos tornou-se um dos grandes temas dos media nos últimos tempos. Não por acaso, recentes imagens de uma onda de resíduos plásticos no Haiti abriram os noticiários em todo o Mundo.

Na última década as Instituições Europeias têm promovido estudos e discussões sobre o futuro da utilização dos plásticos na Europa. Tais discussões têm-se concentrado, sobretudo, na regulação da utilização dos plásticos em embalagens e em tentativas de limitação da produção de plásticos não biodegradáveis.

No que diz respeito às limitações à produção, a discussão política no seio da União Europeia tem evidenciado uma certa divisão entre aqueles que entendem que os esforços devem concentrar-se essencialmente nas políticas de reciclagem do plástico já existente e os que entendem que deve promover-se, igualmente, o recurso a fontes biológicas para a produção de novos plásticos e à produção de plásticos biodegradáveis.

Portugal tem sido pioneiro nas políticas de taxação dos plásticos não biológicos e não biodegradáveis – seguindo de perto as iniciativas da França. Mas pode ser ainda mais ativo na defesa de políticas que, encarando de frente os desafios, mas também as oportunidades, que a evolução da ciência e da tecnologia nos colocam, permitam a Portugal assumir um papel de liderança na utilização produtiva dos recursos que, neste sector, tem à sua disposição.

Se no que diz respeito às emissões e descargas de resíduos plásticos nos Oceanos, Portugal tem, a priori, um papel limitado (é um produtor limitado e um pequeno utilizador de plásticos), pode e deve ter um papel liderante nas iniciativas relacionadas com a recolha desses resíduos e a sua reciclagem para novas utilizações.

Políticas ativas nessa área, poderão contribuir para a valorização dos rendimentos dos pescadores, uma melhor utilização das zonas portuárias e uma interligação entre as indústrias do mar e as indústrias tradicionais.

Mas, o verdadeiro desígnio e potencial que está por explorar é a utilização dos recursos marinhos para a produção de bioplásticos: novos materiais, de origem vegetal (algas e microalgas), são uma fonte potencial e muito valorizada de amido, que, por processos de bio-refinação semelhantes aos já utilizados para a refinação de outras biomassas vegetais (como a cana de açúcar), podem transformar-se em matéria-prima para a produção de plásticos de grande qualidade, biodegradáveis e de origem biológica.

Os importantes esforços, sobretudo do Brasil, para a produção de embalagens plásticas de fonte biológica (a maior empresa química brasileira construiu uma mega fábrica para a produção de embalagens de bioplásticos a partir da refinação da cana de açúcar – sob a marca I'm Green™), esbarram na necessidade de disponibilização de enormes quantidades de terra arável e água doce para a produção da matéria-prima básica (cana de açúcar).

Pelo contrário, a produção de bioplásticos a partir de algas e microalgas não requer terra arável, nem água doce. A tecnologia para a sua produção em larga escala está já disponível e no seu desenvolvimento têm tido papel preponderante empresas portuguesas de base tecnológica, inseridas em consórcios de investigação suportados em fundos diretamente atribuídos pela Comissão Europeia.

A produção de bioplásticos a partir de fontes marinhas poderá vir a ser uma oportunidade de impacto estratégico para Portugal, ligando a economia do mar às indústrias tradicionais.

Quem sabe, dentro de poucos anos, uma nova marca de embalagens de bioplástico marinho poderá surgir em Portugal, como um produto da nova economia azul…?

 

Aceda ao artigo, em inglês e francês, nas páginas 24-25: https://www.wobook.com/WBLa2mq69998/DIGITAL-CMD/BLUE-INNOVATION-01.html

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plásticos Oceanos Portugal priori papel limitado produtor limitado pequeno utilizador plásticos pode deve papel liderante iniciativas relacionadas recolha desses resíduos

reciclagem para novas utilizações Políticas ativas nessa área poderão contribuir para valorização rendimentos pescadores melhor utilização zonas portuárias interligação entre indústrias indústrias tradicionais verdadeiro desígnio potencial está explorar utilização recursos marinhos para produção bioplásticos: novos materiais origem vegetal algas microalgas são fonte potencial muito valorizada amido processos refinação semelhantes utilizados para refinação outras biomassas

vegetais como cana açúcar podem transformar matéria prima para produção plásticos grande qualidade biodegradáveis origem biológica importantes esforços sobretudo Brasil para produção embalagens plásticas fonte biológica maior empresa química brasileira construiu mega fábrica para

produção embalagens bioplásticos partir refinação cana açúcar marca I'm Green™ esbarram necessidade disponibilização enormes quantidades terra arável água doce
para

produção matéria prima básica cana açúcar Pelo contrário produção bioplásticos partir algas microalgas não requer terra arável água doce

tecnologia para produção larga escala está
disponível

desenvolvimento têm tido papel preponderante empresas portuguesas base tecnológica inseridas consórcios investigação suportados fundos diretamente atribuídos pela Comissão Europeia produção bioplásticos partir fontes marinhas poderá oportunidade impacto estratégico para Portugal

ligando economia indústrias tradicionais Quem sabe dentro poucos anos nova marca

embalagens bioplástico marinho poderá surgir Portugal como produto nova economia azul…? Aceda artigo inglês francês páginas https://www wobook com/WBLa2mq69998/DIGITAL CMD/BLUE INNOVATION html